Gente, esse é um post-dica. Hoje, pela segunda vez, fomos ao Sesc Pompéia para revisitar essa exposição fantástica! É demais, meu povo!
Guga antes de chegar na exposição, já reconheceu o espaço e gritou: - Cimeminha!!!! É porque dentre as várias atrações, tem um cineminha improvisado, que fica numa salinha escura, passando vários curtas sobre as palavras. Só que, na primeira vez que fomos, ele ficou com medo e saiu correndo. Brincamos com várias coisas, mas o cineminha ficou pendente, na cabeçinha dele, principalmente.
Hoje, como o tempo tava esquisito, vento e frio, lembrei do Sesc Pompeia e que poderíamos rever as atrações que mais gostamos e testar o "cimeminha" mais uma vez. Deu certo, fomos com Vanessa, Davi (1a e 8m), Julia e Lucas (3a). Todos adoraram e dessa vez o "cimeminha" foi sucesso. Guga até pediu mais! Mas não deixem de conferir a "Camaleão" e o "Criado-mudo", que são instalações que brincam de um jeito inteligente com o sentido das palavras. É diversão gratuita, de qualidade, para toda a família.
domingo, 19 de setembro de 2010
Vou aprender a ler pra ensinar meus camaradas!
Essa é uma frase de uma música chamada Massemba (Roberto Mendes), que eu conheci atrávez do disco Brasileirinho de Maria Bethânia. Adoro esse disco e principalmente essa música. Mas o lance é o seguinte: Guga pegou o disco da Índia Velha, olhou atentamente e falou: - Mamãe?!
Não tive dúvidas, me achou parecida com ela. Gente, não tem feedback mais eficaz do que esse. Tenho que dar um tapa no visual o quanto antes! Daí em diante ele não sossegou: - Quer ver Maria Bethania! Quer ver dvd!
Era uma ordem, um chamado para conhecer a Índia, eu pensei. Corri e coloquei o Brasileirinho, cuja cenografia é linda, atrativa para crianças, por conta das luzes. Ele seguiu assistindo, atento à percussão e aos violões, perguntou sobre a flauta. Era uma música de Vila Lobos, linda. Mas quando chegou a tal Massemba, cantei com ênfase, porque essa música é de lascar! Adoro esse lance socialista de aprender a ler para ensinar os meus camaradas. Lembro também de minha avó, que costumava chamar as nossas amigas de camaradas. Aí, não perdi tempo, comecei a ensinar o verso para ele e o conceito de camaradas: - Guga, camarada é a mesma coisa que amigo, filho.
É incrível que é só ensinar, é só colocar em contato, que as crianças aprendem. Além disso, acho que música é algo universal, sem restrição de idade e por isso faço questão de ouvir tudo com o meu menino, não só as infantis, mas tudo, tudinho. É óbvio que até uma certa altura, não sabia se ele iria gostar do dvd, da Índia, mas ele me deu o sinal. Quando Miúcha entrou no palco, ele chiou: - Quer Maria Bethania! Pensei: não é que o bichinho gostou? E depois, já brincando com outras coisas, eu cantarolei o trecho do "Vou aprender a ler pra ensinar...", e ele completou, do alto da sua genialidade, enquanto bagunçava o armário da cozinha: - Meus amigos.
****
Indo nessa linha de que ouvir música é sempre bom, seja ela "da mãmãe" ou "de Guga", ontem ficamos ouvindo música pela manhã, enquanto tomávamos o nosso desejum. Já é hábito tomar café ouvindo música. Acho melhor do que ligar a tv.
Alías, isso é um legado da educação dos meus queridos pais, que não permitiam que comêssemos e assistindo tv. Lá em casa, refeição era hora de estar junto, nem que fosse para brigar!
Voltando ao assunto, estávamos eu e Guga ouvindo Novos Baianos, e ele começou a se empolgar nos batuques. Eu entrei na dança e danei a batucar. Ficamos naquele espírito de jam session, quando os músicos se empolgam e ficam olhando uns para os outros num clima de mega cumplicidade. É tudo de bom isso! No final do disco, "Preta, Pretinha" já era um hit, com direito a filminho e tudo. E "Tinindo, trincando" se tornou um desafio linguístico que ele queria superar, pois afinal não é fácil fazer "tchubi, dubi", quando se tem menos de 2 anos, né, gente!
Não tive dúvidas, me achou parecida com ela. Gente, não tem feedback mais eficaz do que esse. Tenho que dar um tapa no visual o quanto antes! Daí em diante ele não sossegou: - Quer ver Maria Bethania! Quer ver dvd!
Era uma ordem, um chamado para conhecer a Índia, eu pensei. Corri e coloquei o Brasileirinho, cuja cenografia é linda, atrativa para crianças, por conta das luzes. Ele seguiu assistindo, atento à percussão e aos violões, perguntou sobre a flauta. Era uma música de Vila Lobos, linda. Mas quando chegou a tal Massemba, cantei com ênfase, porque essa música é de lascar! Adoro esse lance socialista de aprender a ler para ensinar os meus camaradas. Lembro também de minha avó, que costumava chamar as nossas amigas de camaradas. Aí, não perdi tempo, comecei a ensinar o verso para ele e o conceito de camaradas: - Guga, camarada é a mesma coisa que amigo, filho.
É incrível que é só ensinar, é só colocar em contato, que as crianças aprendem. Além disso, acho que música é algo universal, sem restrição de idade e por isso faço questão de ouvir tudo com o meu menino, não só as infantis, mas tudo, tudinho. É óbvio que até uma certa altura, não sabia se ele iria gostar do dvd, da Índia, mas ele me deu o sinal. Quando Miúcha entrou no palco, ele chiou: - Quer Maria Bethania! Pensei: não é que o bichinho gostou? E depois, já brincando com outras coisas, eu cantarolei o trecho do "Vou aprender a ler pra ensinar...", e ele completou, do alto da sua genialidade, enquanto bagunçava o armário da cozinha: - Meus amigos.
****
Indo nessa linha de que ouvir música é sempre bom, seja ela "da mãmãe" ou "de Guga", ontem ficamos ouvindo música pela manhã, enquanto tomávamos o nosso desejum. Já é hábito tomar café ouvindo música. Acho melhor do que ligar a tv.
Alías, isso é um legado da educação dos meus queridos pais, que não permitiam que comêssemos e assistindo tv. Lá em casa, refeição era hora de estar junto, nem que fosse para brigar!
Voltando ao assunto, estávamos eu e Guga ouvindo Novos Baianos, e ele começou a se empolgar nos batuques. Eu entrei na dança e danei a batucar. Ficamos naquele espírito de jam session, quando os músicos se empolgam e ficam olhando uns para os outros num clima de mega cumplicidade. É tudo de bom isso! No final do disco, "Preta, Pretinha" já era um hit, com direito a filminho e tudo. E "Tinindo, trincando" se tornou um desafio linguístico que ele queria superar, pois afinal não é fácil fazer "tchubi, dubi", quando se tem menos de 2 anos, né, gente!
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sábado, 18 de setembro de 2010
Vocabulário do Gênio
Esse post é mais um daqueles de cunho histórico. Gosto de pensar em Gustavo, já grandinho, lendo sobre as suas próprias histórias. Isso é maravilhoso! Então ai vai um registro das palavrinhas e expressões engraçadas proferidas pelo gênio.
Ventilador: antes, com um 1 ano, ele chamava de "loló". Aliás, "loló" passou a designar tudo que gira, roda, circula. O mundo passou a se dividir entre aquilo que faz e o que não faz "loló". Atualmente, "loló" virou "velentidor". A paixão continua a mesma, mas o nome evoluiu um pouquinho.
Batman: O pai é um apaixonado pelo Batman, por isso já tratou de dar as suas minuaturas de bonecos e carrinhos. Guga parece que vai seguir os passos do pai, mas ainda precisa aprender a chamar por um nome de respeito, pois até pouco tempo, o grande herói era chamado de "Timaman". Sei lá, carinhoso, mas não mata nem uma mosca.
Trocar fralda: "cafalda". Parece vovó mafalda. Adoro quando ele pergunta: - Calfalda?
Tomar banho: "tambanho". Fofura.
Passear: Sempre gostou de uma rua. Então logo tratou de aprender a se comunicar, propondo a todos que passavam pela porta: - Champá!!!!!!!! Só agora, coisa de uns meses, ele passou a falar em passear. Agora não dá para dizer que não entendeu.
Pão: "pitá pitá". Vixe, o bichinho já gosta de um pão. Hoje já fala corretamente, mas "pitá" já foi cantado em verso e prosa durante muito tempo.
Cobertor carinhoso: "cobertor cainhoso". É o seu objeto de transição. Adora a ponta do cobertor, fica pegando como se fosse um panhinho. Mas é mesmo uma delícia o tal do cobertor. Ele sabe identificar o carinhoso de vovó Zil, da mamãe, de Guga e do papai. Todos tem o seu. Penso até que todos nós temos o direito constituicional de ter um cobertor carinhoso para chamar de nosso. Menos pessoas carentes nesse mundo, né?
Leite: "gagau". Filho de baiana não tem outra opção.
Chupeta: "bubú". Idem. Consegui, sem esforço, tirar o bubu dele no mês passado. Sucesso de menino.
Mamãezinha/Papaizinho: "Mamãezina/Papaizino". Adoro quando ele reforça o carinho, usando "zina" como diminutivo. É como se fosse um x-burger com mais queijo. É um plus de amor!
Lua/Noite: "oite". Durante muito tempo a lua era "oite". Isso porque numa viagem que fizemos ao sítio de uma amiga, ficamos vagando de noite, ao redor da casa, admirando a lua. Ele gostou tanto que voltou falando "Oite" quando via a lua. Aliás, graças a ele voltei a ter esse hábito saudável de admirar a lua, coisa rara de se ver nessa cidade. Mas vale a pena procurar, pois quando encontramos a alegria é geral. Ele grita: - Oite, mamãe!!!! É um Sucesso! Mas agora ele já é um "hominho", fala "lua cheia"!
Ônibus: "ombuju". A escola dele é perto-longe. Perto para ir de carro, longinha para ir andando, ainda mais na marcha de Guga. Então, mesmo com um pouquinho de medo, eu autorizei que Elaine voltasse com ele de ônibus. Não imaginei que ele iria gostar tanto. Pois é, gostou, amou, adorou! Quer diigi, quer apertar o botão, quer tudo! Se estiver na rua e vir um ônibus, fica todo fofo fazendo sinal para o ônibus parar. Quem aguenta?!
Taxi: "caqui".
Por enquanto é só, pessoal! Voltaremos em breve com atualizações do vocabulário genial.
Ventilador: antes, com um 1 ano, ele chamava de "loló". Aliás, "loló" passou a designar tudo que gira, roda, circula. O mundo passou a se dividir entre aquilo que faz e o que não faz "loló". Atualmente, "loló" virou "velentidor". A paixão continua a mesma, mas o nome evoluiu um pouquinho.
Batman: O pai é um apaixonado pelo Batman, por isso já tratou de dar as suas minuaturas de bonecos e carrinhos. Guga parece que vai seguir os passos do pai, mas ainda precisa aprender a chamar por um nome de respeito, pois até pouco tempo, o grande herói era chamado de "Timaman". Sei lá, carinhoso, mas não mata nem uma mosca.
Trocar fralda: "cafalda". Parece vovó mafalda. Adoro quando ele pergunta: - Calfalda?
Tomar banho: "tambanho". Fofura.
Passear: Sempre gostou de uma rua. Então logo tratou de aprender a se comunicar, propondo a todos que passavam pela porta: - Champá!!!!!!!! Só agora, coisa de uns meses, ele passou a falar em passear. Agora não dá para dizer que não entendeu.
Pão: "pitá pitá". Vixe, o bichinho já gosta de um pão. Hoje já fala corretamente, mas "pitá" já foi cantado em verso e prosa durante muito tempo.
Cobertor carinhoso: "cobertor cainhoso". É o seu objeto de transição. Adora a ponta do cobertor, fica pegando como se fosse um panhinho. Mas é mesmo uma delícia o tal do cobertor. Ele sabe identificar o carinhoso de vovó Zil, da mamãe, de Guga e do papai. Todos tem o seu. Penso até que todos nós temos o direito constituicional de ter um cobertor carinhoso para chamar de nosso. Menos pessoas carentes nesse mundo, né?
Leite: "gagau". Filho de baiana não tem outra opção.
Chupeta: "bubú". Idem. Consegui, sem esforço, tirar o bubu dele no mês passado. Sucesso de menino.
Mamãezinha/Papaizinho: "Mamãezina/Papaizino". Adoro quando ele reforça o carinho, usando "zina" como diminutivo. É como se fosse um x-burger com mais queijo. É um plus de amor!
Lua/Noite: "oite". Durante muito tempo a lua era "oite". Isso porque numa viagem que fizemos ao sítio de uma amiga, ficamos vagando de noite, ao redor da casa, admirando a lua. Ele gostou tanto que voltou falando "Oite" quando via a lua. Aliás, graças a ele voltei a ter esse hábito saudável de admirar a lua, coisa rara de se ver nessa cidade. Mas vale a pena procurar, pois quando encontramos a alegria é geral. Ele grita: - Oite, mamãe!!!! É um Sucesso! Mas agora ele já é um "hominho", fala "lua cheia"!
Ônibus: "ombuju". A escola dele é perto-longe. Perto para ir de carro, longinha para ir andando, ainda mais na marcha de Guga. Então, mesmo com um pouquinho de medo, eu autorizei que Elaine voltasse com ele de ônibus. Não imaginei que ele iria gostar tanto. Pois é, gostou, amou, adorou! Quer diigi, quer apertar o botão, quer tudo! Se estiver na rua e vir um ônibus, fica todo fofo fazendo sinal para o ônibus parar. Quem aguenta?!
Taxi: "caqui".
Por enquanto é só, pessoal! Voltaremos em breve com atualizações do vocabulário genial.
domingo, 12 de setembro de 2010
Mamãe e suas cantigas
Sou uma pessoa extramente musical e acho que consegui passar um pouco desse hábito para o meu pequeno, que demonstra gostar bastante música. Desde que nasceu, ele me ouve cantar as cantigas que eu ouvia quando pequena. Esse hábito de cantar para as crianças, no meu caso, vem minha avó materna, a bisa Detinha, que sempre tinha uma "modinha" para nos entreter, nem que fosse inventada. Alías, inventar cantiguinhas é também uma mania familiar, obviamente sem nenhum compromisso com a qualidade, como vocês verão abaixo.
Algumas dessas músicas fizeram ou ainda fazem parte do ritual do sono. Quando ele era muito bebezinho (e tinha muitas cólicas), eu gostava de cantar uma música da minha própria autoria (música e letra), "Sono, sono, do soninho". Já maiorzinho, ele costumava adormecer com "Menininho Mandú", que eu aprendi com Vovó Zil e Bisa. Depois, ele passou a gostar de "Tudo, tudo, tudo", de Caetano, que eu resgatei via Palavra Cantada. Para essa música eu acabei fazendo a minha própria versão, digamos, personalizada. Atualmente, o que acontece é o seguinte. Deitamos e ele vai amolecendo. Ai proponho a cantoria: - Guga, vc quer música de Bisa ou música de vovó? Se ele pedir música de Bisa, ofereço duas opções, "Vou-me embora" ou "Tan, tan, tan". Geralmente ele escolhe a segunda. Se for música de Vovó, ele geralmente pede "Su, su". As letras vcs poderão acompanhar abaixo.
Sono, sono, do soninho
(Evie, letra e música)
Eu tou com sono, minha mamãe
Tou com sono, meu papai
Sono, sono, sono, do soninho
Sono, soninho
Sono, soninho
Tudo, tudo, tudo
(minha versão personalizada)
O meu Guguinha é bonitinho
O meu Guguinha é fofinho
O meu Guguinha é gostosinho
O meu Guguinha é lindinho
Paloma
(música de Vovó Zil, resgatada via Caetano no filme Fale com Ela, de Almodovar)
Su, su, ru, su, su
Palomaaaaaaaaaa
Ai, ai, ai, ai, ai
Palomaaaaaaaaaa
Vou-me embora
(música de Bisa, cancioneiro popular)
Vou-me embora que já descambou o sol (2X)
Capital é muito boa
Mas na roça é bem melhor
Tem razão da menina não ficar
Tem um bicho de 2 olhos que faz arrepiar
PG.: Quando veio de Salvador, em junho de 2010, Guga aprendeu a pedir essa música (Imbola, mamae!) Quando eu cantava, ele chorava, todo sentimental, como se tivesse com saudades de Salvador. E eu, ficava com o coraçao apertado de vê-lo chorar e também com saudades da minha avó. Hoje em dia ele não chora mais e já canta a música quase toda.
Tan, tan, tan, tan
(música de Bisa, autora da música e letra)
Tan, tan, tan, tan
Squitan, tan, tan
Tantantan, tan, tan
Squitan, tan, tan, tan, tan, tan, tan
Tan, tan, tan, tan
Squitan, tan, tan,
Squitan, tan, tan, tan, tan, tan, tan
PS.: Essa música é um clássico familiar. Todas os netos dela foram ninados com essa música. É a preferida de Guga para dormir.
Há também as músicas que não são de dormir, mas que fazem bastante sucesso aqui em casa. São cantigas que aprendi com os meus pais e minha avó paterna.
O pintor da boca torta
Tun, tun, tun
Quem bate na minha porta? (2x)
É seu Rafael, o pintor da boca torta
Sr. Rafael pode entrar e se sentar (2x)
A Sra. me diz o que tem para pintar (2x)
PS.: Essa música foi ensinada por minha avó paterna. Nessa época, a nossa casa passava por uma pequena e interminável reforma, fazendo com que eu e Evelyn ficassemos melhores amigas do pintor que, na minha fantasia infantil, era o próprio Sr. Rafael da música.
(Sem título)
Vc gosta de mim, ô Guguinha
Eu tb de vc, ô Guguinha
Vou pedir a seu pai, ô Guguinha
Para casar com vc, ô Guguinha
Se ele disser que sim, tratarei dos papeis
Se ele disser que não, morrerei de paixão, ô Guguinha
Palma, palma, palma, pé, pé, pé
Roda, Roda, Roda
Abraçarei quem quiser
(Sem título)
Ô Guguinha, vc não tem
Aqui nessa roda, quem te queira bem
Eu tenho, eu tenho, quem me queira bem
Eu tenho mamaezinha, ela é meu bem
PS.: Essas duas músicas me deixavam tristes quando eu era pequena. Melancolia infantil.
Algumas dessas músicas fizeram ou ainda fazem parte do ritual do sono. Quando ele era muito bebezinho (e tinha muitas cólicas), eu gostava de cantar uma música da minha própria autoria (música e letra), "Sono, sono, do soninho". Já maiorzinho, ele costumava adormecer com "Menininho Mandú", que eu aprendi com Vovó Zil e Bisa. Depois, ele passou a gostar de "Tudo, tudo, tudo", de Caetano, que eu resgatei via Palavra Cantada. Para essa música eu acabei fazendo a minha própria versão, digamos, personalizada. Atualmente, o que acontece é o seguinte. Deitamos e ele vai amolecendo. Ai proponho a cantoria: - Guga, vc quer música de Bisa ou música de vovó? Se ele pedir música de Bisa, ofereço duas opções, "Vou-me embora" ou "Tan, tan, tan". Geralmente ele escolhe a segunda. Se for música de Vovó, ele geralmente pede "Su, su". As letras vcs poderão acompanhar abaixo.
Sono, sono, do soninho
(Evie, letra e música)
Eu tou com sono, minha mamãe
Tou com sono, meu papai
Sono, sono, sono, do soninho
Sono, soninho
Sono, soninho
Tudo, tudo, tudo
(minha versão personalizada)
O meu Guguinha é bonitinho
O meu Guguinha é fofinho
O meu Guguinha é gostosinho
O meu Guguinha é lindinho
Paloma
(música de Vovó Zil, resgatada via Caetano no filme Fale com Ela, de Almodovar)
Su, su, ru, su, su
Palomaaaaaaaaaa
Ai, ai, ai, ai, ai
Palomaaaaaaaaaa
Vou-me embora
(música de Bisa, cancioneiro popular)
Vou-me embora que já descambou o sol (2X)
Capital é muito boa
Mas na roça é bem melhor
Tem razão da menina não ficar
Tem um bicho de 2 olhos que faz arrepiar
PG.: Quando veio de Salvador, em junho de 2010, Guga aprendeu a pedir essa música (Imbola, mamae!) Quando eu cantava, ele chorava, todo sentimental, como se tivesse com saudades de Salvador. E eu, ficava com o coraçao apertado de vê-lo chorar e também com saudades da minha avó. Hoje em dia ele não chora mais e já canta a música quase toda.
Tan, tan, tan, tan
(música de Bisa, autora da música e letra)
Tan, tan, tan, tan
Squitan, tan, tan
Tantantan, tan, tan
Squitan, tan, tan, tan, tan, tan, tan
Tan, tan, tan, tan
Squitan, tan, tan,
Squitan, tan, tan, tan, tan, tan, tan
PS.: Essa música é um clássico familiar. Todas os netos dela foram ninados com essa música. É a preferida de Guga para dormir.
Há também as músicas que não são de dormir, mas que fazem bastante sucesso aqui em casa. São cantigas que aprendi com os meus pais e minha avó paterna.
O pintor da boca torta
Tun, tun, tun
Quem bate na minha porta? (2x)
É seu Rafael, o pintor da boca torta
Sr. Rafael pode entrar e se sentar (2x)
A Sra. me diz o que tem para pintar (2x)
PS.: Essa música foi ensinada por minha avó paterna. Nessa época, a nossa casa passava por uma pequena e interminável reforma, fazendo com que eu e Evelyn ficassemos melhores amigas do pintor que, na minha fantasia infantil, era o próprio Sr. Rafael da música.
(Sem título)
Vc gosta de mim, ô Guguinha
Eu tb de vc, ô Guguinha
Vou pedir a seu pai, ô Guguinha
Para casar com vc, ô Guguinha
Se ele disser que sim, tratarei dos papeis
Se ele disser que não, morrerei de paixão, ô Guguinha
Palma, palma, palma, pé, pé, pé
Roda, Roda, Roda
Abraçarei quem quiser
(Sem título)
Ô Guguinha, vc não tem
Aqui nessa roda, quem te queira bem
Eu tenho, eu tenho, quem me queira bem
Eu tenho mamaezinha, ela é meu bem
PS.: Essas duas músicas me deixavam tristes quando eu era pequena. Melancolia infantil.
sábado, 11 de setembro de 2010
Guga e suas cantigas
Depois que viemos de Salvador, Guga virou um cantor de primeira. Por conta disso, me vejo na obrigação de registrar as suas versões dos nossos hits infantis.
Nana Neném
Nana Neném
Guga vai pegá
Mamãe tabaiá
PG.: Adorei a ênfase que ele deu no perfil trabalhador da mamãe. Juro que eu não canto dessa forma, até porque não costumo niná-lo com essa música. É coisa de Gênio, gente!
Alecrim
Alequim,
Quim douado
Schi schemeado....
PS.: Durante praticamente um ano essa música figurou nas nossas paradas de sucesso. Detalhe que o pai, que pouco conhecia músicas infantis, cantava Aimpim, ao invés de Alecrim. É quase um "trocando de biquini sem parar".
E agora, não poderia faltar a música mais cantada por ele, desde junho deste ano.
Joaquim
Ô Jaquim
Vem Cácuriá
Quesses nego fazenda?
Vem Cácuriá
PS.: Essa música nós aprendemos no dia da festa Junina da Lumiar, escolinha dele. Guga amou o evento, principalmente da programação musical, pois o Tutor Fábio (e banda) cantou várias músicas regionais do nordeste. E Guga, como bom filho de baiana, já sentiu a pressão! O encontro dele com essa música foi filmado e o vídeo é visto praticamente todos os dias, antes do horário de dormir. É uma tara.
Ah! Já ia me esquecendo da música de sua própria autoria.
Bia, Bia, Biaaaaá...
Lua, Lua, Luaaaaá...
PS.: Bia é a filha de Elaine, a Nani. E Lua, é a grande paixão desde o dia que fomos para o sítio de uma amiga e fiquei mostrando a lua para ele. No início ele a chamava de Oite (noite), mas agora sabe até as variações, cheia e minguante. Gênio.
Nana Neném
Nana Neném
Guga vai pegá
Mamãe tabaiá
PG.: Adorei a ênfase que ele deu no perfil trabalhador da mamãe. Juro que eu não canto dessa forma, até porque não costumo niná-lo com essa música. É coisa de Gênio, gente!
Alecrim
Alequim,
Quim douado
Schi schemeado....
PS.: Durante praticamente um ano essa música figurou nas nossas paradas de sucesso. Detalhe que o pai, que pouco conhecia músicas infantis, cantava Aimpim, ao invés de Alecrim. É quase um "trocando de biquini sem parar".
E agora, não poderia faltar a música mais cantada por ele, desde junho deste ano.
Joaquim
Ô Jaquim
Vem Cácuriá
Quesses nego fazenda?
Vem Cácuriá
PS.: Essa música nós aprendemos no dia da festa Junina da Lumiar, escolinha dele. Guga amou o evento, principalmente da programação musical, pois o Tutor Fábio (e banda) cantou várias músicas regionais do nordeste. E Guga, como bom filho de baiana, já sentiu a pressão! O encontro dele com essa música foi filmado e o vídeo é visto praticamente todos os dias, antes do horário de dormir. É uma tara.
Ah! Já ia me esquecendo da música de sua própria autoria.
Bia, Bia, Biaaaaá...
Lua, Lua, Luaaaaá...
PS.: Bia é a filha de Elaine, a Nani. E Lua, é a grande paixão desde o dia que fomos para o sítio de uma amiga e fiquei mostrando a lua para ele. No início ele a chamava de Oite (noite), mas agora sabe até as variações, cheia e minguante. Gênio.
Salvador, a realidade!

Gente do céu... Vou começar pelo final. Cheguei a pensar que era feliz em São Paulo e não sabia. Certas horas até deu saudades das reuniões, e-mails para responder, assuntos lights como preço de transferência, admissão temporária e tudo mais. Exageros à parte, a viagem foi bem melhor para Guga do que pra mim. Descancei nada! Por outro lado, Guga pintou o bordou, mostrou toda a sua genialidade e carisma para os familiares, e como não poderia deixar de ser, dirigiu todos os carros da frota. Vovô Jalba bradava aos quatro ventos o quanto as associações e capacidade dele de falar coisas eram incríveis! Enfim, todos se derreteram, mas apenas Nalim conseguia de fato entreter Guga a ponto de eu poder ficar minutos sozinha. Houve momentos memoráveis, como quando estávamos chegando da aeroporto na casa de Vovó Zil e Guga grita com as mãozinhas pro alto, XALVADOR!!! Outro ponto alto foi o momento em que todos os primos brincaram juntos, coisa linda de ver!!! Guga, no auge da viagem, começou a cantar músicas que não cantava (Nana neném, Alecrim), além de cantarolar sonszinhos sem sentido, demonstrando alegria. Por tudo isso, a viagem valeu bastante. Mas, numa ótica de mãe, como ser humano que precisa dormir, fazer cocô, xixi e sombrancelhas, a viagem foi uma nulidade. Voltei mais aborígene do que tinha ido. Necessidades fisiológicas na paz de deus ainda é artigo de luxo. Um dia eu consigo.
Momento de Stress.: Guga correndo freneticamente pelo aeroporto, em direção à esteira de raio x e eu atrás, com cabelos de Maria Bethânea e mochila escancarada! Lindo!
Chegou a hora!
Tudo arrumado, chego cedo do trabalho, pois tenho a sorte de estar numa das 100 melhores empresas para se trabalhar (o nosso feriado começa ao meio-dia), peço um rango na padaria e espero Guga acordar. Tudo como manda o figurino. Guga acorda e já apronta uma, vira uma lata de coca na cadeira da sala! A essa altura eu consegui a façanha de estar mini atrasada. Mas não desanimei. Entrei no taxi e rumei para Guarulhos. O trânsito infernal foi me deixando tensa. Mas não desaminei. Vamo que vamo, galera!!! Uhuuuu!!! Salvador vai me salvar!!!! Tudo certo no avião, Guga se comporta bem, mas conseguiu assustar o moço que viajaria do nosso lado, que prontamente tratou de se mudar para outra cadeira. Que fofo! Ficamos só eu e Guga, num latifúndio aéreo. Viagem tranquila.
P.G. – Guga reconheceu o aeroporto de GRU e dentro do taxi já perguntou por Sr. Thiago, o nosso taxista de praxe, que infelizmente não pode no levar dessa vez. Fico impressionada com essas associações do meu gênio.
P.G. – Guga reconheceu o aeroporto de GRU e dentro do taxi já perguntou por Sr. Thiago, o nosso taxista de praxe, que infelizmente não pode no levar dessa vez. Fico impressionada com essas associações do meu gênio.
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